domingo, 10 de janeiro de 2010

DIA DE INVERNO


Hoje acordei com o barulho do vento e a vontade de sair de casa não era grande, mas agarrei na bike de BTT, e decidi ir para o Pinhal sem destino certo, felizmente vivo numa zona onde é fácil perdermo-nos nos trilhos, fui pedalando direita, esquerda, em frente, sem saber muito bem onde iria chegar, a sensação de liberdade ao pedalar sem destino é algo fantástico, assim passei as 2 primeiras horas, depois fui até ao alcatrão pois ainda tinha muitos kms até chegar a casa só aí me apercebi de como estava o vento, fui pedalando tipo tartaruga, até passar a equipa do Benfica de Almodôvar em treino, colei-me e vim até à Batalha a arfar para não perder o grupo, assim que os deixei parecia que tinham aberto um portão.
Cheguei a casa com os dedos das mãos e dos pés congelados, mas com a sensação de dever cumprido e o capacete novo estreado.

sábado, 9 de janeiro de 2010

HOJE FEZ TODA A DIFERENÇA



Este post é especialmente dedicado a todos aqueles que continuam a esquecer-se do capacete em casa.
Hoje fez toda a diferença, ia de bicicleta de estrada, numa ciclovia com muita areia e raizes que furam o alcatrão foi tudo muito rápido de repente estava a rebolar e a bater com a parte de trás do capacete no alcatrão.
Mesmo para quem acredita na sorte e joga no Euromilhões lembrem-se que a probabilidade de uma queda feia é bem maior que um jackpot, e nesse dia se levarem capacete só têm que lamentar a compra de outro.
É tudo uma questão de opções olhem para as fotos e tomem as vossas.

CORTA-MATO ESCOLAR


A minha filhota estava radiante, participou no corta-mato escolar e saiu-se muito bem,foi uma manhã diferente, de convivio com os colegas e desenvolvimento do espirito desportivo.
De pequenino é que se torce o pepino

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Competição versus treino

Costuma dizer-se que os verdadeiros Campeões preferem o Treino à Competição, julgo que a primeira razão para esta afirmação prende-se com o facto de quem quer evoluir aprender muito durante os treinos, no treino aprendemos como o nosso corpo reage perante novas situações, no fundo estamos a aumentar de forma gradual a nossa resistência e performance.
Por outro lado não podemos estar sempre num pico de forma, logo a atitude mais inteligente é estabelecer objectivos onde queremos estar ao nosso máximo e encarar as restantes provas como treinos competitivos.
Acho que o tempo vai ensinar-me a competir menos e treinar mais.

sábado, 2 de janeiro de 2010

SINTO-ME CHEIO


Depois de 2 semanas atípicas, está de volta a normalidade.
O convivio em familia e com os amigos tem destas coisas, os excessos da época têm agora de ser combatidos, a balança não engana.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010





Para não acabar o ano com Palhaçadas, já bem basta ter que levar com eles o ano todo.
Desejo um Feliz ano de 2010 para todos.

O PALHAÇO


Ao ler este artigo do Mario Crespo, senti-me bem, por fim alguém chama os bois pelos nomes e sintetiza o que se passa neste País à beira mar plantado em que os brandos costumes são aproveitados por uma classe que faz com que o País definhe e muita gente sinta vergonha de cá viver.
Apetece-me dizer vamos dar caça aos Palhaços já chega de PALHAÇADA

Artigo escrito em 14/12/09 no Jornal de Notícias on-line

O PALHAÇO

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver. O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.