segunda-feira, 24 de maio de 2010

1ª Etapa do Campeonato Nacional de Triatlo - Funchal

Como já vem sendo hábito o Funchal abre a época dos Olimpicos e sem dúvida é uma prova que dá sempre vontade de voltar.
Apesar de não estar no Calendário inicial, em boa hora decidi fazer a prova pois serviu de motivação adicional para os objectivos principais que se avizinham a passos largos.
Quem treina para fazer um Ironman, treina, resistência, consistência e capacidade para ultrapassar obstáculos.
 Muitas vezes é frustrante ir fazer um triatlo de sprint e pensar que com metade do treino se podia fazer o mesmo ou melhor resultado. Num Triatlo Olimpico as coisas já são um pouco diferentes, temos que saber gerir, para conseguir manter um ritmo constante até final, e se o treino não estiver lá, o mais provável é após um segmento duro de ciclismo, não conseguirmos correr os 10 kms ao nosso ritmo "normal".
Apesar do Passaporte ter ficado carimbado para a Finalissima do Estoril com o 14º lugar alcançado, enganem-se aqueles que julgam que fiquei satisfeito com o resultado. Tinha estabelecido a meta de tirar 10 min. ao tempo do ano passado e continuo a pensar que era um objectivo alcançável, nas contas finais daria para entrar no Top 10, só consegui tirar 6 minutos, ficando aquém da meta estabelecida.
Os segmentos de natação e ciclismo um pouco aquém do que desejava afastaram-me do objectivo pretendido.
Relativamente ao relato da prova, o segmento de natação foi feito com uma partida em mergulho e o trajecto até à primeira boia era complicado pois o sol estava de frente (lembrei-me dos óculos espelhados do Caldeirão : ), arranque para o ciclismo onde destaco a colaboração a partir de metade do segmento com o Jordão Alves e o António Freitas ( um junior Madeirense a quem prevejo um futuro risonho na modalidade), já me senti melhor em cima da bicicleta que em Coimbra, depois veio o que mais me agradou na minha prestação, consegui correr num percurso que não era propriamente fácil muito próximo dos 4´/km.
Quero ainda destacar a subida ao Podio do colega de equipa Paulo Renato no Escalão V2, sem dúvida que honrou o Peniche AC em terras Insulares.
Vamos ver como correm as coisas na próxima semana em Aveiro : )

sábado, 22 de maio de 2010

FUNCHAL

Embarco dentro de horas para ir fazer a 1ª etapa do Campeonato Nacional, quero aproveitar a ausências que se fazem notar para arrancar um lugar ao sol.
Um abraço e bom fim de semana.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

AS COISAS DO MUNDO

                                  
A nostalgia nem sempre é triste, tal como o fado, dei por mim a cantarolar a música dos Herois do Mar

Se estou convencido que isto é mesmo assim
Que nunca se conta bem o que se vê
E levo comigo já sem aprender
O que os olhos vêem e eu já não sei

Com a voz que me resta eu não vou poder cantar
Às coisas do mundo, não sei descrever, estou longe
São portas fechadas, segredos por revelar
São coisas do mundo, só se podem ver ao longe
 
Infelizmente são poucos os humanos que não padecem desta miopia, limitando-se ao "status quo" vigente.
Passados uns anos quando se olha para trás pergunta-se como é que foi possível, mas nessa altura é tarde e por vezes de nada serve lamentar-nos.
Não é só o Mundo e o País que estão em crise, são os homens e os valores que estes perseguem, valorizando demais o material, corre-se atrás do sucesso para esconder um vazio que existe dentro de nós.
Lanço-vos um desafio, pensem nas vossas atitudes e no vosso dia a dia, questionem a vossa rotina e tomem a rédea da vossa vida, não deixem que outros o façam por vós.
Termino com os versos de uma outra música
 
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Muda de vida se tu não viveres satisfeito


Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Façam-me o favor de sorrir ...


 
 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

TRIATLO CIDADE DE COIMBRA

                                                                   
                                                             foto : sports.mascarenhas

 
Mais um sprint, mais uma viagem, desta vez juntamente com a equipa, deslocámo-nos à Cidade das capas negras, logo ao chegar não pude deixar de sorrir quando vi um imenso cartaz "o que se faz na queima fica na queima", vieram-me à memória recordações de outros tempos e outras folias, nada como viver intensamente todos os momentos pois existem tempos irrepetíveis.
Mas como não sou daqueles que pedem para o tempo voltar para trás, e prefiro correr atrás do tempo o que lá vai, lá vai e serve de base ao que está para vir.
Agora uma coisa é certa apesar de podermos continuar a ser rápidos a experiência ensina-nos o prazer da resistência e nos sprints não podemos ter esse gosto especial de termos ido às reservas, da cabeça ter obrigado o corpo a dar o que pensava já não ter. Aqui é tudo muito rápido, tipo "toca e foge", por vezes não conseguimos responder com a rapidez que queriamos.
O espaço onde decorreu o Triatlo, tem condições excelentes para a realização da prova e foi magnifico ver mais uma participação em massa de atletas, de todos os escalões mostrando que esta é uma modalidade inclusiva dos 8 aos 80 : ).
O segmento de natação decorreu num Rio Mondego com água muito fria, a partida decorreu sem grandes sobresaltos e apesar de alguns toques nas aproximações às boias , tudo normal, cada vez estou mais próximo de sair da água ainda no minuto 11,  só faltaram 12 segundos.
Uma transição normal, apesar da miopia, não andei perdido no parque, no segmento de ciclismo as coisas podiam ter corrido melhor, no final de se ter formado um grupo, houve muitos ataques e andei sempre no elástico até que fiquei para trás na entrada para a última volta e para mal dos meus pecados na última subida já a menos de 1 km do Parque de Transição veio um grande grupo com cerca de 20 unidades rebocado pelo Pedro Pinheiro, com os principais adversários, sendo que a maioria corre mais que eu, só restava minimizar o prejuizo.
Entrei no parque na traseira do grupo, fiz uma transição rápida e lá fui correndo, mas quando o corpo começou a querer dar mais, a meta já estava próxima.
 Depois de vistos os tempos e apesar do ciclismo ter mais que os 20 kms e a corrida menos que os 5 kms previstos a prestação pode-se dizer que foi sofrivel, mas é verdade que esta era uma prova em que já sabia que não estaria no topo, como resumo diga-se que foi um Triatlo "NIM".
Agora entra uma semana ainda com muito volume e depois uma semana em que fica a intensidade para estar pronto para o Funchal e Aveiro.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

VOLUME

Vai ser assim nos próximos tempos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

ROTATIVO

Para quem pensou que eu estava a exagerar quando descrevi o segmento de natação, a foto não engana, parece que sai de um combate de K1 com o Badr Hari
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terça-feira, 27 de abril de 2010

LISBON INTERNATIONAL TRIATHLON 4.44

Enjoy the pictures



A história começou na sexta-feira, lá pelo meio da tarde ainda eu trabalhava e já decorria o briefing com os "Camones" e os nossos hermanos que invadiram a Capital, a logistica diária de ir buscar todos à escola acabar de preparar as coisas, carregar tudo no carro e "aqui vou eu para a Expo, aqui vou eu cheio de pica ...", levantar o dorsal já em cima da hora e ver uma multidão de gente junto ao Pavilhão Atlântico, pensei para mim eh lá o Triatlo está em grande, afinal eram os maluquinhos da bola, até para o futebol salão, haja pachorra.
Jantar em familia a aproveitar a bela noite e quando vamos dar entrada na Pousada da Juventude, desculpe diz-me o recepcionista mas a sua reserva é para amanhã, -ups, amanhã, então e ..., - se tivesse vindo meia hora antes mas agora lamento, só se quiser ir para Almada, posso tentar, -Não se incomode , reunião familiar então como é que fazemos já temos o dorsal, podemos ir dormir à Batalha e voltamos amanhã de madrugada, -oh pai ,- bem vamos ali  num instante perguntar preços ao hotel que patrocina o Triatlo, foram simpáticos o preço para uma familia numerosa até saiu em conta e lá demos entrada às 22.30 no Hotel, com a vantagem de servirem o pequeno almoço para os atletas a partir das 4 da matina.
Ronquei , romp chi, romp chi e às 5 e meia desci, primeiro arranjar o material e depois deliciar-me com um pequeno almoço à maneira, sigo para o Parque de transição deixo o material, vejo as primeiras caras conhecidas e rapidamente estava na hora da partida, desta vez levei mais do que dei, dentro de água, logo no inicio um rotativo de direita, vindo não sei muito bem de onde meteu-me os óculos todos encaixados nas órbitas,até à primeira boia fui lado a lado com um fulano que volta não volta me dava um " uper cut ", tive vai não vai para lhe aplicar um directo, mas contive-me e continuei o segmento que decorreu  sem mais animação, ao fim de meia hora saia da água fresquinho e pronto para pedalar. Andei às aranhas na primeira transição mas comecei bem o ciclismo, um ritmo confortável e consistente, nestas provas é importante gerir o esforço para o homem da marreta não aparecer mais à frente, o "drafting" e a vista grossa que os juizes fizeram foi a única nódoa negra nesta prova, passou por mim um pelotão com cerca de 40 atletas que desvirtuaram o espirito destas provas, o esforço individual de cada um , mas o que lá vai lá vai. Cheguei à corrida e consegui recuperar alguns lugares no final 4h 44 m ,no fim de 1,9 kms a nadar , 90 kms a pedalar e 21 kms a correr,  melhorei em todos os segmentos face ao ano passado e tirei 20 minutos ao meu tempo, só podia estar satisfeito, empenado, mas satisfeito.
O resto do fim de semana foi aproveitar o bom tempo para passear com a familia pela bela cidade de Lisboa.
The show must go on...