terça-feira, 9 de novembro de 2010

BORDEL

Infelizmente, acho que esta é a palavra que melhor define um País que esquece os principios e se põe de cócoras quando sente o cheiro do dinheiro, onde a verdade é relativa e a justiça funciona conforme o tamanho da bolsa.
Tomei a liberdade de colocar aqui 2 Cartoons que reflectem estas tristes realidades.

domingo, 7 de novembro de 2010

RESCALDO 7ª MARATONA DO PORTO

Pois é, foi mesmo arrancada a ferros,Victor, acertaste no tempo mas enganaste-te relativamente às favas contadas, de facto apesar de ter conseguido enganar o homem da marreta :-) como referiu o João, a partir da Meia Maratona a coisa foi um bocado sofrida.
Passeio com a familia, pernoita em Viana do Castelo no Navio Gil Eanes, que bela Cidade, uns belos Rojões ao Jantar acompanhado com um belo Verde Minhoto e antes das 10 h todos na caminha, para uma experiência diferente, não é todos os dias que se dorme num Navio que guarda tantas histórias e nos transporta para o dificil mundo da pesca bacalhoeira.
Despertar às 6.00 h  a tempo de um bom pequeno almoço e viagem até ao Porto, onde a animação já se fazia sentir, ir buscar o meu amigo João que fez de Cicerone no Porto e acompanhou a familia durante a manhã num Tour turistico pelo Porto.
Rever amigos, muita malta do Triatlo na partida, passei aqueles últimos minutos com o João Correia e o Rui Pena, ainda conheci o Mark Velhote, desejei boa sorte a todos, em especial ao meu colega de equipa Joel, que tem feito uma época de estreia espectacular no Duatlo.
Partida e uma sensação fantástica de correr com mais de 1000 atletas, um ritmo agradável que consegui ir gerindo bem, ainda deu para trocar umas palavras com um Triatleta do Tribraga nos primeiros kms e depois fui correndo, para ver o que dava.
Passei a Meia -Maratona com 1h28 m e ainda confortável, a partir do km 25 senti algum cansaço, apesar de ter diminuido ligeiramente o ritmo a coisa ainda foi até passar novamente o Túnel para aí ao km 32, o Emanuel tinha acabado de passar por mim e a partir daí as pernas começaram a fraquejar, a ligeira subida e o vento de frente também não ajudaram. O ritmo cardiaco começou a baixar e não dava mais, tive que gerir até ao final, no último km, ainda tive a Companhia de bike do Triatleta do Perosinho Paulo Adão Coelho, obrigado pela força, mas as pernas estavam nas últimas, finalmente a meta, apesar de ter quebrado e afastar-me das 3 h, o tempo final de 3.08.30, até foi bom para quem arrancou com tantas reservas.
As pernas estavam arrasadas, quando parei tremiam pareciam varas verdes, na sessão de massagem dei uns gritos que se ouviam em Matosinhos e estava a ver que já não me levantava da marquesa, mas após um belo banho e um repasto na Casa do amigo João a coisa já estava refeita, ainda deu para fazer um trote com o meu filhote no Parque da Cidade, um belo café na Foz e regresso a casa, que amanhã é dia de "Pica Boi".
Agora quinta-feira vou tratar de vez da miopia, para conseguir ver e distinguir as pessoas a mais de 5 mts de distância é que neste momento só mesmo se conhecer a voz, ainda hoje a meio da corrida vejo no chão uns metros à frente uma coisa vermelha rosada e creme e pensei, olha já ouve um que deixou cair a placa dos dentes :-), afinal era uma embalagem de twix.
Agora vou ver a Maratona de Nova Iorque que ficou a gravar, parece que hoje também é dia de chutes na bola, mas confesso que cada vez me interesso menos pelo Futebol.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MARATONA DO PORTO

Vivemos dias dificeis e mesmo os mais optimistas não conseguem arranjar razão para sorrir, cada vez mais a crise ganha nomes, e fica mais perto de nós.
Eu vou ao Porto, mas não levo o trabalho de casa feito, a balança não engana e a verdade é que desde 15 de Agosto o corpo entrou em modo de segurança, o volume baixou bastante e cheira-me que esta será arrancada a ferros.
É caso para dizer Vamos lá então !!!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia de todos os santos

Não sou um particular defensor dos feriados santos, penso aliás que num Estado laico como o Português fazem muito pouco sentido, no entanto este é um daqueles feriados que me lembro desde sempre como um dia diferente.
É tradição os miudos irem pedir o bolinho, e é com alegria que vejo os meus filhos todos entusiasmados partirem com as suas sacas e chegarem com um sorriso nos lábios e um saco cheio de guloseimas.
Aproveitei para fazer um treino diferente na companhia de amigos, o reconhecimento do Cross Laminha, este ano ainda com mais trilhos no meio de uma vegetação densa onde a pedra e o musgo são reis.
Marquem na vossa agenda o dia 16 de Janeiro, pois são 11,5 kms de puro prazer no meio da natureza.
É muito natural que o limite de inscrições esgote bem antes de terminar o ano, portanto para os interessados não percam tempo e contactem o amigo Victor para fazer a vossa inscrição, fica aqui o link para o blog com toda a informação sobre a prova http://crosslaminha.blogspot.com/.

domingo, 31 de outubro de 2010

ATÉ SEMPRE MIOPIA

Eu até sou paciente, mas depois de 22 anos com óculos e algumas situações caricatas devido à miopia está chegada a hora de dar um fim a isto, após a Maratona do Porto, resolvo o assunto e aproveito o recobro para um dolce non faire niente, antes de começar a preparar o ano de 2011.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

“Chamam-me puras porque não tenho cartas na manga”

É normal existirem preferências e atletas que admiramos pela forma como encaram o desporto e a vida.
No circuito do Triatlo existe um atleta a quem todos reconhecem um potencial enorme e que consegue criar uma empatia natural com quem se cruza, não tenho dúvida nenhuma que estamos perante um Campeão com carisma que irá sem dúvida incentivar ainda mais miudos no futuro a  praticar Triatlo.
Eu acredito no João Pereira, e deixo aqui uma entrevista recente no jornal Mirante, que mostra a sua forma de estar no desporto e na vida, sem dúvida um grande exemplo para todos.

“Chamam-me puras porque não tenho cartas na manga”



O atleta de triatlo do Sporting Alhandra Club, João Pereira, 22 anos, não é um desportista comum. Não treina desde a tenra idade e aos 18 anos ainda “não sabia muito bem o que era o triatlo”. “Sempre pratiquei mais desportos radicais, mas nunca me aproximei sequer da alta competição”, começa por dizer. Mesmo sem nunca ter praticado desporto regularmente, João Pereira já era o melhor nas pequenas disputas em que entrava. Lembra-se dos corta-matos, organizados pela escola, onde vencia sempre, apesar de não gostar nada da competição. “Mesmo agora, a parte que eu mais gosto é a dos treinos da pré-época. Não gosto assim tanto quando chegam as provas”. Nem por isso se deixa ficar em último. “Lembro-me que para não ir a correr em último preferia desistir”.

Quando ainda estava no 12º ano, o professor de Educação Física, ao reparar na velocidade de João Pereira, resolveu levá-lo para o Alhandra Sporting Club. Depois de realizar uns testes, acabou por ficar no clube, motivado mais pela oportunidade de obter o estatuto de atleta de alta competição. Não tardou muito a participar em alguns campeonatos europeus, acabando por conquistar o estatuto. “Entrei no triatlo mais pela onda do momento, do que propriamente pela paixão. Foi uma oportunidade que me apareceu e resolvi aproveitá-la”, confessa o triatleta que é tratado pelo apelido “puras” no Alhandra Sporting Club. “Os meus colegas chamam-me puras porque dizem que sou uma pessoa que não tem cartas na manga”.
Entrou para o curso de Ciências do Desporto, na Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, e prosseguiu os treinos no Centro Desportivo Nacional do Jamor. Depois de 3 anos em Lisboa, resolveu mudar-se para Montemor-o-Velho, passando a treinar com o seleccionador nacional Lino Barruncho, no Centro de Alto Rendimento e a morar na Casa do Triatlo, com mais 11 atletas. “Gosto mais de viver em meios mais calmos, no campo, e por isso não me custou nada ir para Montemor-o-Velho”, revela o jovem. Está inscrito no 1º ano do curso de Desporto e Lazer do Instituto Politécnico de Coimbra, mas de momento resolveu colocar o triatlo em primeiro plano. “Nunca fui muito bom aluno e os estudos nunca foram uma prioridade. Hoje em dia, se me dedico aos estudos, deito-me mais tarde e se me deito mais tarde vou cansado para os treinos. É uma pescadinha de rabo na boca”, diz o desportista que neste momento está a apostar no apuramento para concorrer na categoria de Elites, nos Jogos Olímpicos de 2012.
Um dia típico para João Pereira começa com o despertador a tocar às 5h40. Nada 5 km até as 8h00, quando pára para tomar o pequeno-almoço. “Às 8h00, quando todos se levantam, eu já estou tão cansado que só penso em ir dormir”, conta a rir-se. Descansa até às 10h00 e depois é altura de pegar na bicicleta por duas horas. Almoça e tem direito novamente ao repouso antes de partir para a corrida às 16h00, terminando o treino com sessões de ginásio.
O título que mais o marcou foi o terceiro lugar que conquistou no Campeonato do Mundo de Sub-23, na Austrália, em 2009. “Para vencer esta prova, sofri muito. Cheguei à meta tão cansado que nem sequer festejei. Só no dia seguinte, quando acordei, é que tomei consciência que já tinha sido o terceiro melhor do mundo”. “Perguntaram-me, depois deste título, se voltaria a entrar no desporto de alta competição. Na altura respondia que não. Se soubesse o que se sofre a nível psicológico nas provas, não teria vindo”. Hoje, o triatlo já começa a fazer algum sentido: “No fundo, agora já gosto desta vida e não tenho dúvidas sobre aquilo que faço”.

No inicio deste ano lesionou-se e atrasou a preparação toda. “Estive três meses parado e depois de conquistar o 3º lugar no mundo, na categoria de Juniores, só conseguia pensar que tinha estragado tudo”. Nesta altura, teve o apoio incondicional dos amigos que estão espalhados por Alhandra, Vila Franca de Xira, Montemor-o-Velho e Caldas da Rainha, onde moram agora os pais. “Tento passar o maior tempo possível com os meus amigos, embora falhe quase todos os jantares de aniversário”, conta a rir-se. À noite gosta muito de ir para Alhandra, de estar nos cafés à beira-rio, na cavaqueira com os amigos.
O tempo que passa em casa é muito pouco. Está mais tempo a viajar. “Embora considere a minha casa em Vila Franca de Xira, onde vivi até ir para Lisboa, nunca sei muito bem qual é a morada que devo dar. Tanto posso estar com os meus pais que se mudaram recentemente para as Caldas da Rainha, como em Montemor-o-Velho ou até em Lisboa, no Jamor”. Não tem muito tempo para namorar também. A namorada, tenista, passa tal como João Pereira, muito tempo a viajar. “Sempre namorei muito à distância. Conheci a minha namorada no Jamor. Quando descobriu que eu ia para Montemor-o-Velho não gostou muito da ideia. É uma relação diferente, mas está a correr bem”, assegura. Tem o apoio incondicional dos pais que raramente conseguem ter o filho para jantar em casa. “Dentro do ramo, conseguimos ir ganhando muitos conhecimentos que podem ser muito importantes para o futuro”, garante o desportista que deseja abrir mais tarde uma escola de vela ao lado do mar ou um campo de aventuras.
Não se considera obcecado pelo triatlo. “Estar sempre a falar de um desporto é extremamente monótono. Neste momento já sei o nome dos atletas principais, porque quando comecei a competir, corria ao lado dos melhores do mundo e nem sequer sabia quem eram”, diz a rir-se.
Embora não goste de estabelecer objectivos a longo prazo, está concentrado em garantir agora o apuramento para os Jogos Olímpicos de 2012. Se conseguir, irá tatuar as cinco argolas que representam os Jogos Olímpicos.
Na onda do triatlo
Nascido no dia 28 de Dezembro de 1987, nas Caldas da Rainha, João Pereira realizou a primeira prova de triatlo em Abril de 2006, no “V Triatlo da Cidade de Quarteira”, tendo alcançado a 23ª posição da geral e 6º lugar, no escalão de Juniores. A primeira vitória de João Pereira ocorreu a 20 de Maio de 2007, no “II Triatlo da Cidade de Sines”. O seu ponto forte é o ciclismo, sendo nessa modalidade que habitualmente consegue as melhores prestações desportivas.
Tem como referência os triatletas Bruno Pais e Xavier Gomez Noya. Gosta de todas as componentes do triatlo, principalmente na distância olímpica. Pretende continuar a melhorar os resultados anteriores, ser um atleta de referência e estar presente nos Jogos Olímpicos de 2012.
Dos resultados alcançados destacam-se o título de Campeão Nacional de Sub-23 (2007); o 2º Lugar em Estafetas no Campeonato da Europa de Elites, em Copenhagen (2007); o 3º Lugar em Estafetas no Campeonato da Europa de Elites, em Lisboa (2008); o 16º Lugar no Campeonato do Mundo de Sub-23, em Vancouver (2008); o 8º Lugar no Campeonato da Europa de Sub-23, em Pulpi (2008); o 1º Lugar em Estafetas no Campeonato da Europa de Sub-23, em Pulpi (2008); o título de Campeão Nacional de Sub-23 (2008); o 9º Lugar no Campeonato da Europa de Sub-23, em Tarzo Ravine (2009) e 3º Lugar no Campeonato do Mundo de Sub-23, em Gold Coast (2009).
No que refere a títulos, em 2006 foi Campeão Nacional de Age Groups 18-19 e, em 2007 e 2008, foi igualmente Campeão Nacional Sub-23. No dia 5 de Outubro de 2010, recebeu o Galardão de Mérito Desportivo da Junta de Freguesia de Alhandra.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

NOTICIA

As coisas que por aí se dizem  :-)



Atleta do Peniche AC completa Ironman

Pela primeira vez na história do Peniche AC, um dos seus triatletas participou e concluiu um Ironman. O Ironman é a prova mítica do triatlo mundial, pois trata-se do formato que deu início a esta modalidade e constitui um desafio só ao alcance de alguns.
Senão vejamos: para concluir esta prova Paulo Sequeira teve que nadar 3800 metros, pedalar durante 180 quilómetros e correr 42 quilómetros e 200 metros (uma maratona).
Como não se realizam provas desta dimensão no nosso país, Paulo Sequeira rumou até à Dinamarca e lá estava na linha de partida para uma prova que concluiu com o tempo de 10h38m (352º lugar entre 1400 participantes).
Para exemplo dos mais novos e daqueles que gostam do desporto na sua vertente amadora, Paulo Sequeira (conhecido por Sica) descreve-se: “Tenho 37 anos. Após uma lesão grave (rotura no ligamento cruzado anterior) num joelho provocada essencialmente pelo excesso de peso, aproveitei a fisioterapia para retomar alguma prática desportiva, tornando-me praticante de BTT ao fim de semana. Comecei por fazer alguns passeios organizados e a fazer algumas Maratonas de BTT, sempre com um carácter lúdico. Há 3 anos estreei-me no Triatlo do Ribatejo. Após uma época em que consegui alguns resultados interessantes e tomei contacto com a longa distância, decidi que era altura de experimentar um novo desafio, realizar um IronMan. Para fazer face ao desafio comecei uma rotina diária de treinos em período pós-laboral que exige algum espírito de sacrifício uma grande auto-disciplina e um grande apoio familiar. Normalmente uma semana de treinos tem entre 12 a 16 horas incluindo os fins-de-semana. No próximo ano irei participar em novas aventuras ao nível da Resistência, provavelmente o próximo desafio será aquele que apelidam do Triatlo mais duro do Mundo o Embrunman, IronMan que se realiza nos Alpes Franceses”.

in Jornal das Caldas (on-line)