sábado, 22 de janeiro de 2011

TRAIL DOS ABUTRES


Hoje foi tudo em doses brutas, subidas, descidas, água, lama um percurso que dava para todos os gostos.
Se tivesse de transmitir tudo numa única palavra, diria que foi esplêndido.
Como não estou parco de palavras vou tentar fazer um relato daquilo que se passou.
O despertar foi feito ainda com o luar e segui com a minha cara metade para Miranda, registámos o amanhecer em foto e chegámos a Miranda com -1º, brrrrrrr, brrrrrrr, até dava para bater o dente, aquecimento no café com uma dose dupla e um pastel de nata que até queimava a lingua, o ideal para passados cinco minutos limpar o resto que "ainda estava na tripa", e ir mais leve para a montanha, nos tempos que correm todos os kilinhos são importantes e todos os atletas conhecem o ritual, antes das provas forma-se sempre uma filinha pirilau com vista à produção de biomassa.
Lá me libertei do casaco a muito custo e cá vamos nós "partida, largada, fugida", logo com uma escadaria que parecia o Bom Jesus de Braga para refrear os ânimos do pessoal mais stressado, depois foi subir, subir e subir, uma ou outra descida e trilhos maravilhosos muitos deles à beira rio no meio da natureza virgem, passados poucos kms as sapatilhas já estavam cobertas de lama e lá pelo km 7, passam por mim 5 desalmados a voar, percebi depois que era o pessoal que seguia na frente da corrida até se terem enganado "a velocidade deste pessoal é tal que até se esquecem das fitas". Pouco depois chegava o primeiro abastecimento onde aproveitei para repor algumas energias e continuar a subir, aliás até ao segundo abastecimento o percurso teve tanto de belo, como de dureza, agora que já não sou miope pude disfrutar na plenitude daquela paisagem que era completamente arrebatadora.
Chegado ao segundo abastecimento enchi o Camelback e quase levantei vôo tamanha a ventania no estradão que nos levava até ao topo da Montanha, depois tinha dado jeito uma bike, foram quase 30 min a descer  numa pista de Downhill até chegar novamente á margem do rio, podem não acreditar mas quase que supliquei por uma subidinha, tamanha a tortura aos músculos. Depois começou um sobe e desce e lá apareceu o último abastecimento, nem parei faltavam pouco mais de 4 kms para o fim e sentia-me bem ainda passei  pela minha cara metade que estava na caminhada o que me deu uma motivação extra, pouco depois surgia a meta.
Senti-me muito bem apesar de algum estrago nos pés, vamos ver como vai ser o dia de amanhã ;-) , espero que os alongamentos resultem, amanhã um treininho leve de bike e no próximo fim de semana é a Festa do Jamor.
Infelizmente não pude ficar para a noite, a festa prometia ser rija, regada a Licor Beirão, uma última palavra para a Organização, excelente a todos os niveis o pessoal  que animava a zona de meta a Banda, todos os elementos que estiveram ao longo do percurso, Bombeiros Voluntários, tudo 5 estrelas, um evento onde vale a pena voltar.

3 comentários:

Carlos Lopes disse...

Brutal.. adorei

Daniel disse...

Do melhor que se faz por cá.

Daniel disse...

Do melhor que se faz por cá.